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dstelecom lidera consórcio que quer levar 5G a 70 mil pessoas de zonas remotas do Alentejo até 2026

O consórcio tem a ambição de garantir, até 2026, a implementação de uma panóplia de casos de uso assentes em 5G em zonas remotas do Alentejo, em áreas como a saúde, educação, energia, agricultura, turismo, arte e cultura.

A rede 5G vai chegar a 70 mil pessoas de zonas remotas do Alentejo, até 2026, graças a um projeto liderado pela empresa dstelecom, envolvendo um investimento de 5,3 milhões de euros, com cofinanciamento europeu.

Denominado “5G.RURAL – 5G for rural smart communities of tomorrow”, o projeto resultou de um consórcio liderado pela dstelecom, indicou hoje a empresa (grossista no mercado das telecomunicações), em comunicado enviado à agência Lusa.

O consórcio “tem a ambição de garantir, até 2026, a implementação de uma panóplia de casos de uso assentes em 5G em zonas remotas do Alentejo, em áreas como a saúde, educação, energia, agricultura, turismo, arte e cultura”, adiantou.

Através deste projeto, realçou a dstelecom, será fornecida “cobertura 5G a mais de 70 mil pessoas nesta região”, permitindo melhorar “a qualidade de vida e acessibilidade destas populações, com base na conectividade”.

A empresa referiu que o projeto “5G. RURAL” abrange, até agora, na sua candidatura seis concelhos, sem precisar quais, frisando que se pretende que o consórcio faça “o projeto chegar a outros municípios alentejanos”.

Segundo este grossista de telecomunicações, o projeto foi aprovado no âmbito do pilar Digital do mecanismo CEF (Connecting Europe Facility), na medida “5G for Smart Communities”, a par de outras nove propostas em território europeu.

Orçamentado em 5,3 milhões de euros, o projeto, cujo consórcio promotor integra, além da dstelecom, a NOS, a Innovation Point e a IrRadiare, conta com um cofinanciamento de 75% por parte da Comissão Europeia.

“Os trabalhos de construção e operacionalização da rede vão durar três anos”, assinalou, salientando que o consórcio “está já a trabalhar no desenvolvimento de várias soluções para implementação da rede 5G em ‘neutral host’”.

De acordo com a empresa, o objetivo passa por implementar “uma solução escalável que integre as antenas e restantes componentes necessários de uma forma sustentável e integrada na paisagem” urbana e rural.

Citado no comunicado, o diretor executivo da dstelecom, Ricardo Salgado, afirmou que “estas soluções são concebidas para possibilitar a interação com as comunidades”.

“Além disso, queremos, no futuro, expandir os serviços disponíveis nesta infraestrutura, como quiosques digitais, carregadores elétricos e outros recursos adicionais que promovam a ligação com as populações”, sublinhou.

Frisando que a dstelecom consolidou-se “no mercado enquanto multioperador da rede fibra em zonas com maior carência ao nível digital”, o responsável admitiu que a empresa tem “a ambição de replicar o modelo de negócio neutro e de partilha no 5G e acelerar a sua implementação nas zonas rurais”.

Criada em 2008, a dstelecom é uma empresa grossista no mercado das telecomunicações, que construiu e ainda opera “a primeira e maior rede multioperador de fibra ótica da Europa nas zonas onde existe uma maior carência ao nível digital em Portugal”.

Esta “autoestrada digital passa por mais de 145 municípios do território nacional e todos os operadores de telecomunicações a atuar no país disponibilizam os seus serviços ao consumidor final através desta rede de fibra ótica”, acrescentou.

A dstelecom fechou 2023 com uma cobertura de mais de 800 mil casas.

Fonte: Dinheiro Vivo

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